Iradex Podcast 140: IradELAS - Uma boa personagem feminina tem que ser forte?

Continuando a saga dos IPs especiais, trazemos dessa vez um IradELAS Especial, onde Lívia, Luiza e Marina discutem um assunto delicado e controverso: a representatividade feminina.

Uma boa personagem feminina tem que ser forte? Um filme em que a personagem principal é uma mulher tem que trazer uma SUPER mulher para ser considerado bom? O quão personagens femininas representam as mulheres reais e até onde isso apoia ou enfraquece o movimento feminista?

Queremos compartilhar nossas ideias, vivências e leituras para aprofundar esse debate que é tão polêmico e necessário.

Então vem com a gente, acompanhe essa conversa de coração aberto e deixe sua opinião nos comentários. 😉

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Participaram desse podcast: Lívia Lopes, Luiza Lima e Marina Solon (indicamos demais seguir as meninas no Twitter :D)


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  • First! Muito legal esse movimento nos cinemas em prol das mulheres. Vocês falando sobre mulheres que nos representam nos cinemas, eu me lembrei agora do Sorriso de Mona Lisa, um filme que me marcou muito na desconstrução de ideais e paradigmas da mulher perfeita.
    Parabéns pelo episódio, meninas! Vocês sempre inspiram, nós, outras mulheres. Beijo!

    • Marina Solon

      Aline! <3
      Também adoro esse filme. Mulher 'comum' que motiva outras mulheres comuns a serem elas mesmas! Quem sabe um dia a gente grave um Iradelas sobre o extraordinário da mulher comum e troque ainda mais dicas nesse sentido 🙂

  • Ana Negreiros

    Adorei o IP, meninas (e Lu, ótimo o exemplo que vc escolheu do nosso papo porque né, realidade de muitas mulheres). Um obrigada especial pra Marina, que só conheço de vista/por amigos em comum e que me ganhou completamente nesse episódio. Já me desdobrei de elogios a você pro Kaio (peça prints, ele ama printar as coisas) e deixo registrado aqui também, me senti muito representada em todas as suas falas. Todas estão de parabéns, foi um IP muito gostoso de ouvir e um adendo irrelevante (mas talvez não já que é um podcast), amei a voz de todas vocês <3 Quero mais IradELAS! ♥

    • Marina Solon

      Ana, que surpresa boa ler teu comentário! <3 Sempre te senti um perto e longe pelos nossos amigos em comum, mas fico feliz que justo o feminismo tenha feito a gente se ver uma na outra. Gostei muito de saber da tua coluna sobre leituras, já tô dando uma geral nela, e acho que a gente já tem muitos temas de encontro 🙂 Obrigada pelos elogios, vou cobrar o Kaio os prints, hahahaha! E já estamos programando mais Iradelas 🙂 Um beijo!

  • JP Martins

    Boa discussão. Eu particularmente já ouvi e li muita discussão parecida e tô meio saturado do assunto, mas foi bem falado e pra quem n tem tanto contato tá irado pra começar, com as dicas de livro tbm e tal. Eu curti q vcs 3 pensam diferente em certos aspectos mas a conversa rolou de boinha, ficou mais gostoso de ouvir

    • Marina Solon

      Brigada, JP! Esse é um tema muito caro pra nós mulheres, e como foram muitos anos de silêncio e porrada, é natural agora que a gente esteja falando nele com um pouco de insistência e até redundância. Obrigada por nos ouvir, e espero que leia e goste dos livros 🙂

    • Só um jovem rapaz nessa foto.

      Até me interessei.

      • JP Martins

        ainda dou pro gasto, viu

  • Hanna Rayssa

    De primeiro, quero falar que adoro o Iradelas, acho muito representativo esse quadro apenas com meninas (e Kaio de metido kkk) e com meninas fortes (sim!) todas à sua maneira. Respondendo a pergunta que dá título à discussão: Não, uma boa personagem feminina não tem que ser forte (no sentido físico) para ser boa e nem forte, existem milhares de exemplos de força, e vai desde a mulher que é dona de casa e passa o dia cuidando dos filhos à mulher que não quer ter filhos e quer apenas se dedicar ao seu trabalho, à mulher que está dentro dos padrões e à mulher que não está. Vai de bonequinha de luxo (como Livinha falou perfeitamente!) até a Mulher Maravilha. E é essa a magia do cinema e da representatividade feminina: existem MUITAS de nós, e ver isso no cinema (pelo menos pra MIM que amo isso) é muito importante.

    A mulher maravilha é dentro dos padrões de beleza sim, e entendo quem não se vê representada por ela, óbvio, porém pra uma menina que sempre amou filmes de super heróis e sempre viu homens musculosos, independentes, com força física no cinema, ver essa personagem MULHER em um meio que sempre foi masculino, é incrível e foi por isso que eu chorei tanto no cinema. Ainda temos que lutar muito pra existirem pessoas fora dos padrões em um filme de super heróis e ai eu incluo também o masculino. Acho que existem milhares de mulheres e por isso existem milhares de “representatividades”, Marina não se sente representada, porém eu me sinto, porque somos mulheres porém somos diferentes e temos bagagens diferentes. A própria Furiosa em Mad Max é uma mulher forte no sentido físico, porém é uma mulher sem braço, toda suja, careca, uma mulher frágil, que chora, que se desespera por não conseguir salvar outras mulheres.

    Sobre ícones: concordo demais! Feminismo não é religião, obviamente que podemos (e devemos) ter inspirações e mulheres que falem sobre isso, principalmente aquelas que tem mais voz na sociedade, ou seja, essas que tem a mídia em cima delas. Minha maior inspiração de mulher é minha mãe, que me teve com 16 anos, eu sei que não foi nada fácil, ela nunca foi uma mãe perfeita, mas é exatamente isso que faz ela ser uma mãe perfeita pra mim. Entende? Forte pra caramba, alguém que acorda às 4hrs da manhã pra ir à academia, vai ao trabalho, volta pra casa, faz comida, fica com os filhos na medida que ela pode e pronto, pra mim, é incrível ver alguém que faz o que gosta e sem “perfeição”. Ah, e Malala, que foi onde eu comecei a conhecer melhor de feminismo e de mulheres que fazem a diferença onde estão. A própria Nina Simone que Marina citou, me inspira muito!

    Enfim, vou parar por aqui se não vai ficar textão de “feminista de facebook”. hahaha
    Que continuemos falando sobre esses assuntos e discutindo e concordando e discordando e cada vez mais aprendendo sobre nós e a liberdade de sermos quem somos. <3