O Oceano no Fim do Caminho, de Neil Gaiman | Iradex

O Oceano no Fim do Caminho, de Neil Gaiman

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Gênio, visionário, sensível, exótico. Difícil descrever Neil Gaiman com apenas um adjetivo. Mas é muito fácil chegar a um acordo sobre a incrível qualidade do trabalho desse britânico que revolucionou a história dos quadrinhos e da literatura (essa vai pros haters que vão dizer que não tem paciência pra quadrinhos...).

Era apenas um lago de patos, nos fundos da fazenda. Nada muito grande.

Mais uma vez somos deslumbrados pelo poder de criatividade do Príncipe das Histórias com seu novo O Oceano no Fim do Caminho, que conta em flashback as memórias apagadas na infância de um personagem que propositalmente não tem nome, podendo ser eu ou você (se aceitarmos embarcar nessa viagem fantástica).

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Aparentemente um livro infantil, o Oceano traz elementos que agradam a qualquer faixa etária, tornando-se assim uma obra indispensável para quem cultiva esse prazer que é a leitura. Um desses elementos é a seriedade que o sobrenatural recebe. Assim como em Deuses Americanos e Sandman, tudo tem uma explicação; por mais que a gente não saiba ou não consiga entender essa explicação, ela existe. A magia é algo natural, e está mais próxima do que imaginamos.

Outro elemento é a sutileza, não desprovida de realidade, com que são tratados assuntos muito sérios do nosso cotidiano, como traição, inveja e até mesmo o bullying. As “cutucadas sociais” que recebemos do autor são um bom ponto de partida para questionamentos bastante profundos sobre nossa natureza de seres altamente imperfeitos.

O livro fugiu completamente do controle do autor (segundo Gaiman, isso só tinha acontecido antes com Coraline). Esse era para ser um conto de poucas páginas dedicado à sua esposa, Amanda Palmer, que na época estava na Austrália gravando um disco. À medida que foi escrevendo, porém, a história foi tomando conta e crescendo, e não pode simplesmente ser mais contida em um conto.

Esse descontrole resultou em um sucesso de crítica e de vendas. Conseguiu inclusive desbancar o badalado Inferno, de Dan Brown, na lista dos mais vendidos do New York Times. E mais do que um livro de fantasia, o que temos em mãos ao ler o Oceano no Fim do Caminho é algo tão real que às vezes é necessário fazer um esforço para se lembrar que a história é ficcional, e não realmente uma coleção de memórias apagadas com o tempo.

16 comments

  1. Alvaro #mudabrasil 1 setembro, 2013 at 22:35 Responder

    “Os adultos não se parecem com adultos por dentro. Por fora são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum. No mundo inteirinho”

    Esse livro eh foda demaaais! =D

    (excelente resenha *-*)

  2. Alvaro #mudabrasil 1 setembro, 2013 at 22:35 Responder

    “Os adultos não se parecem com adultos por dentro. Por fora são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham a sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum. No mundo inteirinho”

    Esse livro eh foda demaaais! =D

    (excelente resenha *-*)

  3. Sérgio Magalhães 2 setembro, 2013 at 15:52 Responder

    Muito bacana a resenha Gabriel, parabéns.

    Reconheço minha fala a conhecer quase nada do Gaiman. Pretendo ler em breve Coisas Frágeis, que tenho mas está há algum tempo na fila para leitura. Mas seu texto me empolgou para adquirir este também.

    Abraço

    • Gabriel Franklin 2 setembro, 2013 at 17:46 Responder

      Fico feliz que tenha gostado Sérgio!

      O Coisas Frágeis é um excelente começo pra se conhecer o Gaiman. Sempre recomendo pra todo mundo o conto “Os Outros” que tem no Coisas Frágeis 2. É simplesmente animal! Disparado o melhor conto que eu já li.

      Abraço!

  4. Sérgio Magalhães 2 setembro, 2013 at 15:52 Responder

    Muito bacana a resenha Gabriel, parabéns.

    Reconheço minha fala a conhecer quase nada do Gaiman. Pretendo ler em breve Coisas Frágeis, que tenho mas está há algum tempo na fila para leitura. Mas seu texto me empolgou para adquirir este também.

    Abraço

    • Gabriel Franklin 2 setembro, 2013 at 17:46 Responder

      Fico feliz que tenha gostado Sérgio!

      O Coisas Frágeis é um excelente começo pra se conhecer o Gaiman. Sempre recomendo pra todo mundo o conto “Os Outros” que tem no Coisas Frágeis 2. É simplesmente animal! Disparado o melhor conto que eu já li.

      Abraço!

    • Gabriel Franklin 26 setembro, 2013 at 02:57 Responder

      Também não é o meu preferido dele Igor (ainda fico com Sandman!), mas com certeza é uma prova da genialidade do cara.
      Abraço!

    • Gabriel Franklin 26 setembro, 2013 at 02:57 Responder

      Também não é o meu preferido dele Igor (ainda fico com Sandman!), mas com certeza é uma prova da genialidade do cara.
      Abraço!

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