A Maurício de Sousa Produções (MSP) lançou Astronauta Magnetar. A história e a arte é de Danilo Beyruth. A proposta? Amadurecer aqueles personagens clássicos do Maurício de Sousa. Confira nossa análise.
Não sou a única. Todo mundo já passou pela experiência, em algum momento da vida, de estar rodeado de pessoas e ainda assim se sentir solitário. Agora, tente imaginar o seguinte: você, de fato, sozinho, com problemas, náufrago no espaço e a milhões de anos-luz da Terra. Foi exatamente dessa maneira que se viu um astronauta após falhar na tentativa de registrar um magnetar. A história é uma releitura do Astronauta, personagem já conhecido do Maurício de Sousa (Turma da Mônica).
O astronauta, porém, não se tornou náufrago no espaço da noite pro dia. A situação foi consequência de uma série de escolhas feitas por ele mesmo, desde a vontade de não ser igual ao avô - que não tinha nenhum diploma pregado na parede, mas a sua cabeça era um mundo de sabedoria - à decisão de deixar para trás seu primeiro amor, Ritinha, e se aventurar em novas vontades e planos, no caso, os seus planos.
Após o desastre que foi sua missão, as tentativas de voltar a terra foram muitas, mas nenhuma deu certo. A partir daí, o astronauta precisou aprender a conviver com a solidão, a espera, o arrependimento e, sobretudo, consigo mesmo, seus pensamentos e seu passado.
Um dos momentos mais bonitos da história é a passagem do tempo, que é mostrada por meio de uma série de pequenos quadros iguais, distribuidos em diversos tamanhos, onde todos os dias o astranauta faz a mesma coisa: trabalha, se exercita, se alimenta, dorme, pensa em soluções, fracassa e espera que algo de bom aconteça. É aí que a leitura se torna ainda mais prazerosa: quando percebemos o quanto temos em comum com aquele astronauta perdido.
Acho que já lemos e ouvimos tantas vezes falar sobre solidão e tentativas frustadas de conseguir algo, que qualquer abordagem corre o risco de ser piegas, mas o Astronauta Magnetar consegue a benção de não ser e aborda o tema de maneira bem original. Não vou dizer que nunca li nada parecido a respeito do assunto. Eu li. Mas não com o sentido que encontrei no Astronauta Magnetar. Nele, a história vem para o leitor bem simples, fácil, mas nem por isso superficial. O resultado é uma história que não economiza nos traços e nuances de cores; um trabalho não só muito bem feito, mas também bonito de ler.
Gostaria de compartilhar uma mania que tenho e adoro, queria que mais pessoas tivessem: eu só sei ler livro riscando (desculpa aí, vocês que protegem os livros que compram, mas eu nunca consegui fazer isso). Pra mim, essa é a melhor parte, e risco sem pena alguma tudo aquilo que considero importante e legal.
Ao longo da leitura, separo trechos marcantes e brinco dizendo que vou imprimi-los e pregá-los na porta do meu guarda-roupa para não esquecer deles nunca. Até um dia desses, lembro, tinha mais frase e palavra do que roupa no meu. Quando terminei de ler Astronauta Magnetar, foi exatamente essa a vontade de tive, imprimir a fotinha tirada de uns dos trechos legais do livro (e que ilustra esse texto), e pregar na porta do meu guarda-roupa, para lembrar, compartilhar e, acima de tudo, refletir toda vez que vir.












Livinha, você sacou os easter eggs que estão em Magnetar?
1) Página 17, no 1º quadro, se virar de cabeça pra baixo, uma das pedras tem o formato do meme do Forever Alone.
2) Pág 42, aparece o nome dos tripulantes da Nostromo (Alien: O Oitavo Passageiro) na cabine do Astronauta.
3) Pág 51, no canto direito, aparece o Louco da Turma da Mônica.
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[…] Danilo foi responsável por redesenhar o Astronauta, personagem originalmente do Maurício de Sousa. A nova roupagem gerou a Graphic Novel do Astronauta Magnetar e vem rendendo ótimos frutos para a MSP. É, sem dúvidas, em termo de quadrinhos, a melhor coisa que li em 2012. Original, bonito, profundo… perfeito. Temos até resenha aqui no blog. […]
O ASTRONAUTA MAGNETAR É MUITO BOM MESMO EU VOU COMPRAR AMANHÃ NA LIVRARIA CULTURA LEGAL DEMAIS
[…] – Magnetar: Resenha, por Lívia Lopes | Danilo Beyruth | Estátua Astronauta (Não é cara, o Kaio havia visto o preço errado) | Bando […]