As fantásticas ilustrações de Kerem Beyit

Por Raphael PH Santos em 24/07/2009 | Limbo

Essa vai pra quem curte Fantasia, desenho, RPG e etc.

ZonaD #2 – Conan, um herói que tem colhões!

Por Dmitri Gadelha em 01/07/2009 | Limbo

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E aí galera! Tudo beleza? Após alguns dias, cá estou eu novamente, postando alguma coisa do meu poço de cultura inútil pra quem tiver paciência de ler. Bem gente, não sei vocês, mas eu já estou de saco cheio em ver todo dia mais uma história em que o protagonista é bom-moço, bonitinho, limpinho – um verdadeiro banana! Será que todo protagonista tem que ser um Harry Potter ou Edward Cullen? Em protesto contra esses tipinhos e em defesa de caras como Leônidas (“THIS IS SPARTAAAA!!!”) e Kratos (“AREEEEES!!!”) vou falar um pouco de um personagem que realmente tem colhões: Conan, o Bárbaro.

Criado pelo texano Robert E. Howard em 1932, Conan surgiu originalmente no conto The Phoenix on the Sword (traduzindo: A Fênix na Espada), publicado na revista pulp Weird Tales e foi um dos primeiros grandes nomes do subgênero da fantasia conhecido como Sword & Sorcery (“espada e feitiçaria”). De lá pra cá o personagem foi protagonista de contos do próprio Howard (apenas 19, já que o escritor se suicidou em 1936), centenas de HQs de vários autores e editoras (da Marvel à Dark Horse), dois filmes para o cinema (estrelados por Arnold Schwarzenegger no início de sua carreira), um desenho animado, jogos eletrônicos (sendo o MMORPG Age of Conan o mais recente) e Roleplaying game (RPG). Além disso, inspirou uma infinidade de cópias, desde o famoso He-man – uma versão infantil e “suspeita”, se é que vocês me entendem -  ao desconhecido Brakan (sua versão brasileira, uma cópia descarada).

conan1As aventuras de Conan se passam na Era Hiboriana, um período mítico da própria Terra, aproximadamente em 12.000 a.C., atravessando inúmeras fases ao longo de sua vida de aventureiro, culminando com sua coroação como rei da poderosa nação de Aquilônia. O gigante de bronze é descrito pelo próprio Howard como “Conan da Ciméria, cabelos negros, olhar sombrio e espada na mão, ladrão, saqueador, assassino, assolado igualmente por gigantescas crises de melancolia e jovialidade, para pisotear os adornados tronos da Terra com suas sandálias”. Assim, Conan passa de um bárbaro impulsivo para um sábio rei, sempre mantendo seus valores nativos e as suspeitas perante o mundo civilizado.

Particularmente, minha relação com o personagem é antiga. Sou fã do bárbaro há bastante tempo, tendo assistido os filmes e o desenho animado ainda na infância. Estou à beira de um ataque de nervos esperando o próximo filme dele, mas o projeto parece estar um verdadeiro engodo. Já li várias histórias (indico O Colosso Negro e A Rainha da Costa Negra) e atualmente estou mestrando uma campanha de Conan RPG, forjando juntamente com meus companheiros de jogo nossos próprios contos de espada e feitiçaria. Além disso, faço parte do grupo Cronistas Nemédios, que está realizando uma tradução não oficial de fãs para fãs do livro básico de Conan RPG, já que não está nem de longe nos planos de alguma editora fazer a versão nacional do livro.

Enfim meus companheiros, para fugir um pouco da atual modinha de “meninos bruxos” e “vampiros emo”, sugiro um retorno aos clássicos da espada e feitiçaria, repletos de mulheres seminuas, ladrões sem escrúpulos, feiticeiros demoníacos e bárbaros brutais.

Links úteis
Cronicas da Ciméria
Wikipédia – Conan
Wikipédia – Robert E. Howard

Caverna do Dragão: Comercial dos anos 80

Por Raphael PH Santos em 30/06/2009 | Limbo

Isso que é nostalgico. Lembram do desenho Caverna do Dragão. Pois o vídeo abaixo é uma propaganda da 1ª edição do Dungeons & Dragons (Caverna do Dragão), que ainda era limitado ao tabuleiro, tendo pouco de interpretação.

Para quem não sabe. O desenho foi baseado no jogo de RPG chamado Dungeons & Dragons (conhecido também como D&D). Inclusive, isso foi debatido na primeira edição da coluna ZonaD. Você leu?!

Esse post foi corrigido por Dmitri Gadelha.

[fonte]

ZonaD #1 – Estréia e o tal do RPG

Por Dmitri Gadelha em 21/06/2009 | Limbo

ZonaD Edição 1 - Estréia e RPG

Amigos e amigas blogueiros, nerds, geeks, trekkers, punks, headbangres, emos, etc… Tenho que reconhecer que foi uma tremenda, porém agradabilíssima surpresa quando o companheiro de longa data Raphael me convidou para escrever no iradex.Net e contribuir, aqui, acolá, com alguma coisa que possa sair dessa minha mente insana. Reconheço que foi muita coragem da parte dele. Realmente fiquei lisonjeado com o convite e espero poder contribuir aqui no blog com algo que preste.

Logo após o convite, fiquei com uma tremenda dúvida sobre o que escrever. Estava totalmente inserido na loucura que sempre é o final de semestre pra um universitário, principalmente quando se tem alguns professores que beiram o terrorismo psicológico. Passei alguns dias pensando no que escrever, completamente sem noção do que fazer mesmo. Sem mais delongas, acabei decidindo falar um pouco sobre algo que com certeza toma grande parte do meu tempo livre: o bom e velho RPG (Rolepaying Game, não Reeducação de Postura Global). Aqui falarei um pouco do RPG em geral, mas irei aprofundar o assunto em edições futuras, se os deuses dos blogs assim permitirem.

Para quem não sabe (espero que sejam poucos), RPG quer dizer Roleplaying Game, ou “jogo de interpretação de papéis”, em português. Nesse hobby, os jogadores se reúnem para contar histórias, interpretando, cada um deles um protagonista da trama. Um dos jogadores desempenha o papel de narrador (chamado de mestre), que vai se desenrolando com a co-autoria dos outros jogadores, de acordo com suas ações dentro da história.

As histórias podem se passar em qualquer tipo de cenário e universo, havendo vários jogos abordando temáticas específicas, desde a boa e velha fantasia medieval (Dungeons & Dragons, o primeiro de todos os RPGs), suspense/horror (Mundo das Trevas, voltado para um público mais maduro), temáticas históricas (o brasileiro Desafio dos Bandeirantes), etc.

halflingDungeons & Dragons (D&D, para os íntimos) foi criado em 1974 pelos amigos Gary Gygax e Dave Anerson (falecidos em 2008 e 2009, respectivamente), dois jogadores de wargames. Inicialmente o jogo tinha uma temática limitada a aventureiros explorando ruínas em busca de tesouros e enfrentando monstros pelo caminho. Ao longo dos anos, e das várias edições do jogo (atualmente na 4ª), as temáticas foram se desenvolvendo e hoje em dia é possível contar qualquer tipo de histórias envolvendo fantasia medieval (do clássico matar, pilhar, destruir), até viagens extra-planetárias.

Muita gente torce o nariz pro jogo, considerando-o “coisa de criança” ou “nerdice”. No entanto, atualmente vem crescendo uma tendência em se utilizar RPG como ferramenta pedagógica, no auxílio à aprendizagem de disciplinas variadas. Existem até mesmo teses acadêmicas publicadas a respeito do tema (Rolepaying Game e a Pedagogia da Imaginação no Brasil, de Sonia Rodrigues).

Sejamos crianças, sejamos nerds, sejamos sem noção… Mas joguemos RPG e nos deixemos viver experiências ao lado dos amigos, passando noites à fio em claro, tentando derrotar aquele maligno dragão vermelho que assolou o reino e seqüestrou a princesa…

LINKS ÚTEIS
+ RPG – Jogo e Conhecimento (dissertação de mestrado)
+ Blog D3 System
+ Rede RPG
+ RPG na Wikipedia