Iradex Podcast 76: Ex-Machina / Aaron Swartz

Mais uma semana ou menos uma semana? Muda se você for um robô com inteligência artificial. Vamos a duas indicações nessa semana, um filme e um documentário. No primeiro bloco, foi falado do O Menino da Internet: A História de Aaron Swartz (The Internet's Own Boy: The Story of Aaron Swartz), na segunda metade sobre o filme Ex-Machina. Lógico, tem bonus track, tem convidado, tem tudo que você já está acostumado.

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Participaram desse podcast: Raphael PH Santos, Kaio Anderson, Gabriel FranklinEder Marques


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  • Emanoel Medeiros

    Os links das playlists do Kaio estão levando para as músicas utilizadas no podcast anterior.

  • Emanoel Medeiros

    Os links das playlists do Kaio estão levando para as músicas utilizadas no podcast anterior.

  • Assistam tudo numa paulada só:
    Her
    Ex-Machina
    Humans
    Homem Bicentenário
    Inteligência Artificial

    Depois disso acho que fica difícil negar que em algum momento a humanidade nutrirá sentimentos por máquinas, mesmo que elas não retribuam, pois elas poderão controlar isso, o humano não.
    Pra onde essa bagunça vai nos levar?

    • Roberto Rudiney

      a pessoal vai ter uma overdose alequis

  • Assistam tudo numa paulada só:
    Her
    Ex-Machina
    Humans
    Homem Bicentenário
    Inteligência Artificial

    Depois disso acho que fica difícil negar que em algum momento a humanidade nutrirá sentimentos por máquinas, mesmo que elas não retribuam, pois elas poderão controlar isso, o humano não.
    Pra onde essa bagunça vai nos levar?

    • Roberto Rudiney

      a pessoal vai ter uma overdose alequis

  • Emilia Braga

    Assisti ao documentário do ~Menino da Internet~ e vi um gênio solitário, e me entristeci por ele, por toda sua inquietação e brados contra os ouvidos tampados dos grandes impérios. É incrível como ele tocou tantas áreas com tão pouco tempo de vida.

    Mais abaixo (ou acima) vou deixar meu comentário sobre a parte acadêmica, mas acho fundamental ressaltar que a “atitude criminosa” do Aaron revolucionou não só a medicina oncológica, como bem é citada no final do documentário, mas ouso dizer que diversas outras áreas de pesquisas acadêmicas que permanecerão incógnitas.

  • Emilia Braga

    Vim dar minha moedinha de contribuição e explicar um pouquinho a parte do conhecimento científico:

    Primeiro, uma breve correção: JSTOR (fala “djêistor” mesmo) não é um periódico, é um indexador de periódicos, um buscador de artigos. É um buscador de grande prestígio, principalmente porque possui artigos clássicos e bastante antigos na sua base de dados. Para ter o artigo listado lá, a revista deverá fazer acordos comerciais com o grupo ITHAKA já que, sim, terá muito maior visibilidade. “There is no free lunch”.

    Outro equívoco: falar que “basta acessar pela universidade que você tem acesso aos artigos” é uma informação bem incorreta, também. O acesso a partir das instituições públicas aos chamados “periódicos da CAPES”, dos quais os que estão dentro da plataforma JSTOR se incluem, é fruto de negociação e acordo internacional. Vou explicar com um exemplo:

    Um artigo que me interessou está publicado no periódico “Trends in Ecology & Evolution”. Essa revista está indexada ao Science Direct, que é o “buscador” do grupo Elsevier e que, infelizmente não possui acordo econômico com o Brasil (CAPES) e não, eu não tenho acesso a esse periódico e a nenhum dos seus artigos pelo JSTOR. Esse artigo custa US$37.95. No entanto, se eu pedir para um colega que estuda nos EUA me enviar, ele faz o download livremente de lá, porque as Universidades americanas tem acesso.

    O artigo não é “gratuito” dentro dos periódicos da CAPES, o governo já pagou por eles para que as universidades tivessem acesso. A propósito, os artigos não são pagos só para serem adquiridos, quem publica também paga.

    Quem paga (para publicar)? Nos Estados Unidos, dentro das universidades existe uma verba “prevista” para arcar com os valores para publicação. No Brasil, o mais comum é requerer dentro do financiamento uma verba dedicada aos gastos com publicação. A maior parte da verba que entra na universidade pública é injetada pelo governo (aqui e lá), que arrecadou de impostos ou outros insumos. A regra dos direitos autorais e pagamentos varia para cada periódico mas, falando a grosso modo, para ser publicado, um artigo ou deve ser pago na entrada ou pago na saída (ou ambos, dependendo do contrato que o autor assina quando submete o artigo).

    No entanto, pensando ideologicamente, tal qual Aaron fez, o conhecimento científico foi produzido e financiado, na maioria das vezes, pelos governos dos países. Quando esse conhecimento sai para “publicação”, como o próprio nome sugere, é para que aquele conhecimento se torne público. No entanto, a realidade é que ele sai de uma gaveta para outra, e só quem vê seu conteúdo é quem possui a chave. Não faz o menor sentido em termos da necessidade de ser disseminado, e eu concordo totalmente com ele.

    Já existem iniciativas e preocupações do próprio meio acadêmico quanto à disponibilização do conhecimento. Um deles foi criado em 2003, o PLoS (Public Library of Science), que cobra para ser publicado (afinal existe e é necessária a revisão por editores qualificados e toda a engrenagem editorial por trás), mas disponibilizam gratuitamente os artigos. Com o apoio da comunidade, tem disponível no portal o “espectro de acesso livre” (open access spectrum) em diversas línguas, para que fiquem claros os termos do uso das informações e tal.

    Infelizmente o universo acadêmico e o ordinário vivem paralelos e poucas são as pontes que buscam interligar os dois mundos, tão necessários um ao outro. Por isso meu ENORME respeito àqueles que trazem a comunicação científica à tona.

    Espero ter contribuído e não ter sido muito prolixa. 🙂

    • Valeu pelos esclarecimentos, temos que gravar um Sem Fim pra ler esse teu comentário. hehehe

  • Emilia Braga

    Assisti ao documentário do ~Menino da Internet~ e vi um gênio solitário, e me entristeci por ele, por toda sua inquietação e brados contra os ouvidos tampados dos grandes impérios. É incrível como ele tocou tantas áreas com tão pouco tempo de vida.

    Mais abaixo (ou acima) vou deixar meu comentário sobre a parte acadêmica, mas acho fundamental ressaltar que a “atitude criminosa” do Aaron revolucionou não só a medicina oncológica, como bem é citada no final do documentário, mas ouso dizer que diversas outras áreas de pesquisas acadêmicas que permanecerão incógnitas.

  • Emilia Braga

    Vim dar minha moedinha de contribuição e explicar um pouquinho a parte do conhecimento científico:

    Primeiro, uma breve correção: JSTOR (fala “djêistor” mesmo) não é um periódico, é um indexador de periódicos, um buscador de artigos. É um buscador de grande prestígio, principalmente porque possui artigos clássicos e bastante antigos na sua base de dados. Para ter o artigo listado lá, a revista deverá fazer acordos comerciais com o grupo ITHAKA já que, sim, terá muito maior visibilidade. “There is no free lunch”.

    Outro equívoco: falar que “basta acessar pela universidade que você tem acesso aos artigos” é uma informação bem incorreta, também. O acesso a partir das instituições públicas aos chamados “periódicos da CAPES”, dos quais os que estão dentro da plataforma JSTOR se incluem, é fruto de negociação e acordo internacional. Vou explicar com um exemplo:

    Um artigo que me interessou está publicado no periódico “Trends in Ecology & Evolution”. Essa revista está indexada ao Science Direct, que é o “buscador” do grupo Elsevier e que, infelizmente não possui acordo econômico com o Brasil (CAPES) e não, eu não tenho acesso a esse periódico e a nenhum dos seus artigos pelo JSTOR. Esse artigo custa US$37.95. No entanto, se eu pedir para um colega que estuda nos EUA me enviar, ele faz o download livremente de lá, porque as Universidades americanas tem acesso.

    O artigo não é “gratuito” dentro dos periódicos da CAPES, o governo já pagou por eles para que as universidades tivessem acesso. A propósito, os artigos não são pagos só para serem adquiridos, quem publica também paga.

    Quem paga (para publicar)? Nos Estados Unidos, dentro das universidades existe uma verba “prevista” para arcar com os valores para publicação. No Brasil, o mais comum é requerer dentro do financiamento uma verba dedicada aos gastos com publicação. A maior parte da verba que entra na universidade pública é injetada pelo governo (aqui e lá), que arrecadou de impostos ou outros insumos. A regra dos direitos autorais e pagamentos varia para cada periódico mas, falando a grosso modo, para ser publicado, um artigo ou deve ser pago na entrada (pelo próprio autor) ou pago na saída (pelo usuário), ou ambos, dependendo do contrato que o autor assina quando submete o artigo.

    No entanto, pensando ideologicamente, tal qual Aaron fez, o conhecimento científico foi produzido e financiado, na maioria das vezes, pelos governos dos países. Quando esse conhecimento sai para “publicação”, como o próprio nome sugere, é para que aquele conhecimento se torne público. No entanto, a realidade é que ele sai de uma gaveta para outra, e só quem vê seu conteúdo é quem possui a chave. Não faz o menor sentido em termos da necessidade de ser disseminado, e eu concordo totalmente com ele.

    Já existem iniciativas e preocupações do próprio meio acadêmico quanto à disponibilização do conhecimento. Um deles foi criado em 2003, o PLoS (Public Library of Science), que cobra para ser publicado (afinal existe e é necessária a revisão por editores qualificados e toda a engrenagem editorial por trás), mas disponibilizam gratuitamente os artigos. Com o apoio da comunidade, tem disponível no portal o “espectro de acesso livre” (open access spectrum) em diversas línguas, para que fiquem claros os termos do uso das informações e tal. Existem também inúmeras outras revistas que disponibilizam gratuitamente seus artigos, a PLoS foi um exemplo.

    Infelizmente o universo acadêmico e o ordinário vivem paralelos e poucas são as pontes que buscam interligar os dois mundos, tão necessários um ao outro. Por isso meu ENORME respeito àqueles que trazem a comunicação científica à tona.

    Espero ter contribuído e não ter sido muito prolixa. 🙂

    • Valeu pelos esclarecimentos, temos que gravar um Sem Fim pra ler esse teu comentário. hehehe

  • Daniel Cotta

    O documentário tá disponível no youtube também.

  • Daniel Cotta

    O documentário tá disponível no youtube também.

  • Felipe Lopes

    Muito bom o Cast!!!!! Sobre o documentário, estou bem afim de ver, nunca fui muito de ver documentários, mas vcs tem despertado meu interesse, já vi dois que vcs indicaram, possivelmente esse seja o terceiro.

    Sobre o Ex Machina, Gostei muito do filme. Me surpreendeu ele se tornar um ótimo Triller no final,

  • Felipe Lopes

    Muito bom o Cast!!!!! Sobre o documentário, estou bem afim de ver, nunca fui muito de ver documentários, mas vcs tem despertado meu interesse, já vi dois que vcs indicaram, possivelmente esse seja o terceiro.

    Sobre o Ex Machina, Gostei muito do filme. Me surpreendeu ele se tornar um ótimo Triller no final.
    Se poderem, vejam Automata. Na minha opinião leiga, achei melhor como filme, mas menos profundo no assunto AI. Vale muito a pena, e é com o Antônio Bandeiras.

  • Pedro Lopes

    Parabens pelo programa! Fui logo assistir os dois filmes depois de ter terminado de escutar o cast.

  • Pedro Lopes

    Parabens pelo programa! Fui logo assistir os dois filmes depois de ter terminado de escutar o cast.

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