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Incógnito 01: Representação Feminina em Steampunk Ladies

O que é escrever uma história sobre mulheres? Como as mulheres são representadas pela mídia atual? O que representa um estupro numa peça de entretenimento? Essas são algumas perguntas dessa nova proposta do Iradex. Contando a história por trás da história, Incógnito vai buscar aquele detalhe escondido de uma obra, aquela mensagem que talvez tenha passado despercebida.

Neste episódio-piloto descobriremos do que foram feitas as mulheres em Steampunk Ladies: Vingança a Vapor, num processo conduzido pelo próprio autor, Zé Wellington, e com participação das leitoras-beta do livro: Lívia Lopes, Rafaela Rebouças, Rute Aquino e Natasha Lins.

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Playlist do Zé

  • Achei corajoso da parte do Zé Wellington se expor publicamente desta
    maneira, mostrando que é possível rever conceitos, admitindo que não lançou um
    trabalho exatamente do jeito que gostaria, e por outro lado entendo
    completamente a decisão de lançar assim, num tipo de trabalho como esse existe
    muita coisa envolvida e se batalha muito para conseguir um lançamento. Tenho
    certeza que a escolha não foi fácil, pois agora havia um ponto de vista
    enriquecedor, mas do que adiantaria se isso impedisse o trabalho de ser feito
    por conta dos prazos. Lançar com ressalvas e se posicionar, é muito melhor que
    não lançar nada. Por conta dessa coragem, garanti o meu e vou ficar de olho
    para ver como essa história se desenrola no futuro.

    • Exatamente o que eu penso. Admiro muito o Zé pela coragem.

    • Fico feliz que tenha gostado do podcast, Alex. E espero que goste do quadrinho.

  • Achei corajoso da parte do Zé Wellington se expor publicamente desta
    maneira, mostrando que é possível rever conceitos, admitindo que não lançou um
    trabalho exatamente do jeito que gostaria, e por outro lado entendo
    completamente a decisão de lançar assim, num tipo de trabalho como esse existe
    muita coisa envolvida e se batalha muito para conseguir um lançamento. Tenho
    certeza que a escolha não foi fácil, pois agora havia um ponto de vista
    enriquecedor, mas do que adiantaria se isso impedisse o trabalho de ser feito
    por conta dos prazos. Lançar com ressalvas e se posicionar, é muito melhor que
    não lançar nada. Por conta dessa coragem, garanti o meu e vou ficar de olho
    para ver como essa história se desenrola no futuro.

    • Exatamente o que eu penso. Admiro muito o Zé pela coragem.

    • Fico feliz que tenha gostado do podcast, Alex. E espero que goste do quadrinho.

  • anamartins

    Que programa maravilhoso. É o que precisamos para uma boa discussão de gênero: incluir os homens nessa conversa toda. E eles ouvirem e aprenderem a respeito da nossa realidade. Foi lindo. 😀

  • anamartins

    Que programa maravilhoso. É o que precisamos para uma boa discussão de gênero: incluir os homens nessa conversa toda. E eles ouvirem e aprenderem a respeito da nossa realidade. Foi lindo. 😀

  • Mackenzie Melo

    Querido Zé. Sempre cobrava sua participação mais efetiva nA Iradex (e esse artigo agora vai ainda com mais ênfase que antes) ao que você sempre respondia que eu aguardasse pois você iria retornar com uma “vingança”! 🙂 Uau, e que “vingança”!

    Adorei lhe ouvir novamente, mas não mais só você e seus sempre pertinentes e lúcidos/lúdicos comentários. Se colocar na posição em que você esteve nesse Incógnito não é para qualquer homem… Quer dizer, me perdoe, não é para qualquer Ser Humano! Muito obrigado pela disposição de se expor do modo como fez para podermos, junto com você, aprendermos mais e mais a respeitar o próximo, a próxima, os de longe e os de perto com todas as diferenças e similaridades que tenham. Quero continuar seguindo a vapor com você, amigo.

    Obrigado, muito obrigado.

    • Fico imensamente feliz que tenha gostado, Mackenzie. A proposta do Incógnito é explorar mais sobre representação na mídia, então está no DNA do projeto fazer as pessoas pensarem se não podem agir diferente de forma a fazer um mundo diferente. Um grande abraço.

  • Mackenzie Melo

    Querido Zé. Sempre cobrava sua participação mais efetiva nA Iradex (e esse artigo agora vai ainda com mais ênfase que antes) ao que você sempre respondia que eu aguardasse pois você iria retornar com uma “vingança”! 🙂 Uau, e que “vingança”!

    Adorei lhe ouvir novamente, mas não mais só você e seus sempre pertinentes e lúcidos/lúdicos comentários. Se colocar na posição em que você esteve nesse Incógnito não é para qualquer homem… Quer dizer, me perdoe, não é para qualquer Ser Humano! Muito obrigado pela disposição de se expor do modo como fez para podermos, junto com você, aprendermos mais e mais a respeitar o próximo, a próxima, os de longe e os de perto com todas as diferenças e similaridades que tenham. Quero continuar seguindo a vapor com você, amigo.

    Obrigado, muito obrigado.

    • Fico imensamente feliz que tenha gostado, Mackenzie. A proposta do Incógnito é explorar mais sobre representação na mídia, então está no DNA do projeto fazer as pessoas pensarem se não podem agir diferente de forma a fazer um mundo diferente. Um grande abraço.

  • Parabéns pelo excelente episódio, pelo formato inovador, o autor discutindo a obra diretamente com seus leitores, pela coragem em se expor e expor seu processo de produção, pela relevância da oportuna discussão, e pela qualidade e beleza dos quadrinhos.
    Fiquei em dúvida, talvez me escapou enquanto ouvia o episódio, a estória se passa no nordeste? Se não, seria muito bacana se houvesse uma que fosse ambientada nele, seria um elemento exótico nessa literatura, e, acredito, charmoso, imagino uma estória steampunk com cangaceiras, crioulas, caboclas e jagunças entre engenhos, fazendas, quilombos, a aristocracia rural, com seus fidalgos e coronéis…

    Que venham muitas outras edições.

    • Obrigado, Ivan. Eu não faço indicação do local exato onde se passa a história, mas verdade é que queria escrever um faroeste. Então imagine que ela acontece no vê-lo oeste americano, no final do século XIX ou início do século XX.

      Se você gosta de cansaço e ficção científica talvez goste do meu próximo trabalho… Mas a gente conversa sobre isso mais na frente.

  • Parabéns pelo excelente episódio, pelo formato inovador, o autor discutindo a obra diretamente com seus leitores, pela coragem em se expor e expor seu processo de produção, pela relevância da oportuna discussão, e pela qualidade e beleza dos quadrinhos.
    Fiquei em dúvida, talvez me escapou enquanto ouvia o episódio, a estória se passa no nordeste? Se não, seria muito bacana se houvesse uma que fosse ambientada nele, seria um elemento exótico nessa literatura, e, acredito, charmoso, imagino uma estória steampunk com cangaceiras, crioulas, caboclas e jagunças entre engenhos, fazendas, quilombos, a aristocracia rural, com seus fidalgos e coronéis…

    Que venham muitas outras edições.

    • Obrigado, Ivan. Eu não faço indicação do local exato onde se passa a história, mas verdade é que queria escrever um faroeste. Então imagine que ela acontece no vê-lo oeste americano, no final do século XIX ou início do século XX.

      Se você gosta de cangaço e ficção científica talvez goste do meu próximo trabalho… Mas a gente conversa sobre isso mais na frente.

  • Bruno Trajano

    Foi um programa muito bom, e é mesmo muito necessário ter esse tipo de discussão e abrir para que as pessoas vejam que tem autores que se preocupam com todos os aspectos da sua obra e em como ela pode ser recebida; enfim, Parabens Zé, já lhe admiro muito! E que venham mais programas como esse, é muito bom “discutir” todos os aspectos da construção de uma obra!

  • Bruno Trajano

    Foi um programa muito bom, e é mesmo muito necessário ter esse tipo de discussão e abrir para que as pessoas vejam que tem autores que se preocupam com todos os aspectos da sua obra e em como ela pode ser recebida; enfim, Parabens Zé, já lhe admiro muito! E que venham mais programas como esse, é muito bom “discutir” todos os aspectos da construção de uma obra!

  • Arthur Zopellaro

    Gostei demais desse formato de Podcast voltado pro making of da obra.

    Gosto muito desse estilo SERIAL (Explicando os acontecimentos e depois tocando áudio de entrevistas).

    Ótima trilha sonora (não conhecia essa banda, vou escutar mais com certeza)

    Legal conhecer mais o processo de escrita (ouvindo feedback sem explicar o por que)

    Muito boa a discussao levantada sobre feminismo!

    Ficou um cast tanto pra escritores quanto pra leitores.

    Gostei bastante e já quero mais 🙂

    • Obrigado, Arthur. Já estamos pensando na continuidade disso tudo.

  • Arthur Zopellaro

    Gostei demais desse formato de Podcast voltado pro making of da obra.

    Gosto muito desse estilo SERIAL (Explicando os acontecimentos e depois tocando áudio de entrevistas).

    Ótima trilha sonora (não conhecia essa banda, vou escutar mais com certeza)

    Legal conhecer mais o processo de escrita (ouvindo feedback sem explicar o por que)

    Muito boa a discussao levantada sobre feminismo!

    Ficou um cast tanto pra escritores quanto pra leitores.

    Gostei bastante e já quero mais 🙂

    • Obrigado, Arthur. Já estamos pensando na continuidade disso tudo.

  • Guilherme Jales

    Há alguns anos, eu ouvi pela primeira vez a palavra candura. Significa literalmente pureza, inocência, é o contrário da hipocrisia. E no contexto que ouvi, indicava um autor que admitia seus próprios erros em sua narrativa, e não os escondia daqueles que o liam. É exatamente o que o Zé fez nesse podcast. Se abriu ao diálogo com o público, mostrando o que fez e porque o fez – e foi incrível em admitir que poderia ter retratado graficamente as personagens de maneira diferente.

    Quanto à estrutura do podcast, o Serial foi o que mais me veio à cabeça enquanto escutava, e quero muito ouvir mais podcasts nesse formato. Definitivamente, não é um podcast pra ser semanal, talvez nem quinzenal… é o tipo de podcast com o qual não me importo com periodicidade, mas apenas em qualidade e conteúdo, como foi oferecido nesse Piloto.

    No mais, parabéns Zé pelo projeto – tanto da graphic novel como do podcast, e à RIPA por mais essa maravilha 🙂

    • Obrigado, Guilherme. Já estamos pensado com muito cuidado e carinho a continuidade do Incógnito. Abraço.

  • Guilherme Jales

    Há alguns anos, eu ouvi pela primeira vez a palavra candura. Significa literalmente pureza, inocência, é o contrário da hipocrisia. E no contexto que ouvi, indicava um autor que admitia seus próprios erros em sua narrativa, e não os escondia daqueles que o liam. É exatamente o que o Zé fez nesse podcast. Se abriu ao diálogo com o público, mostrando o que fez e porque o fez – e foi incrível em admitir que poderia ter retratado graficamente as personagens de maneira diferente.

    Quanto à estrutura do podcast, o Serial foi o que mais me veio à cabeça enquanto escutava, e quero muito ouvir mais podcasts nesse formato. Definitivamente, não é um podcast pra ser semanal, talvez nem quinzenal… é o tipo de podcast com o qual não me importo com periodicidade, mas apenas em qualidade e conteúdo, como foi oferecido nesse Piloto.

    No mais, parabéns Zé pelo projeto – tanto da graphic novel como do podcast, e à RIPA por mais essa maravilha 🙂

    • Obrigado, Guilherme. Já estamos pensado com muito cuidado e carinho a continuidade do Incógnito. Abraço.

  • Diego Jose

    Se você vai escrever sobre um assunto com uma opinião completamente formada e forte sobre um assunto, se você tem uma tendência forte pra um lado de uma questão, seu roteiro vai ser apenas um tratado defendendo seu ponto de vista sobre a questão, em vez de ser algo que faça a pessoa pensar sobre aquilo. Por esse motivo feminismo e escrita de roteiros dificilmente vão conviver e produzir algo bom. Por isso eu nunca levanto bandeira de nada. O escritor tem que saber estar na pele de todo mundo, de qualquer tipo de pessoa e reproduzir convicentemente qualquer ponto de vista.

    Por isso eu acho que quem levanta uma bandeira forte pra um lado de qualquer coisa está acorrentando uma bola de ferro no pé, artisticamente falando.

    Alan Moore disse: “Não quero que concordem comigo” quero fazer as pessoas pensarem”

    • Olá, Diego. Eu acho que esta questão é mais complexa. A proposta do Incógnito é exatamente discutir o quanto que o entretenimento afeta o mundo real, inclusive falaremos de outros temas confrontando opiniões diferentes. No podcast não nos preocupamos em levantar bandeiras, apenas apresentamos dados de uma discussão que achamos que é muito relevante. Quem fala isso são as mulheres que participam, que é quem realmente tem a ganhar com as discussões sobre este assunto. Eu acho importante que haja discussão. Acho que o entretenimento já ajudou várias vezes a fazer as pessoas pensarem sobre temas importantes e a mudar o mundo. Agradeço que tenha escutado o podcast e deixado seu comentário.

      • Diego Jose

        A questão fica mais complexa a cada ponto de vista que você adiciona. E eu acredito que se você trabalhar com evidências contrárias e a favor que façam as pessoas tomarem uma posição ao invés de já dizer a sua posição claramente e tentar convencer alguém disso, seria mais eficaz. Mas isso exige sutileza e atenção especial na arte de escrever. Boa sorte na mudança do mundo!

  • Diego Jose

    Se você vai escrever sobre um assunto com uma opinião completamente formada e forte sobre um assunto, se você tem uma tendência forte pra um lado de uma questão, seu roteiro vai ser apenas um tratado defendendo seu ponto de vista sobre a questão, em vez de ser algo que faça a pessoa pensar sobre aquilo. Por esse motivo feminismo e escrita de roteiros dificilmente vão conviver e produzir algo bom. Por isso eu nunca levanto bandeira de nada. O escritor tem que saber estar na pele de todo mundo, de qualquer tipo de pessoa e reproduzir convicentemente qualquer ponto de vista.

    Por isso eu acho que quem levanta uma bandeira forte pra um lado de qualquer coisa está acorrentando uma bola de ferro no pé, artisticamente falando.

    Alan Moore disse: “Não quero que concordem comigo” quero fazer as pessoas pensarem”

    • Olá, Diego. Eu acho que esta questão é mais complexa. A proposta do Incógnito é exatamente discutir o quanto que o entretenimento afeta o mundo real, inclusive falaremos de outros temas confrontando opiniões diferentes. No podcast não nos preocupamos em levantar bandeiras, apenas apresentamos dados de uma discussão que achamos que é muito relevante. Quem fala isso são as mulheres que participam, que é quem realmente tem a ganhar com as discussões sobre este assunto. Eu acho importante que haja discussão. Acho que o entretenimento já ajudou várias vezes a fazer as pessoas pensarem sobre temas importantes e a mudar o mundo. Agradeço que tenha escutado o podcast e deixado seu comentário.

      • Diego Jose

        A questão fica mais complexa a cada ponto de vista que você adiciona. E eu acredito que se você trabalhar com evidências contrárias e a favor que façam as pessoas tomarem uma posição ao invés de já dizer a sua posição claramente e tentar convencer alguém disso, seria mais eficaz. Mas isso exige sutileza e atenção especial na arte de escrever. Boa sorte na mudança do mundo!

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