Mixtape #1: Folk Experimental

Há uma nova tendência musical (nova assim, né... 2010 (...) 2013 pra cá). Dizem que começou nos anos 90, claro, o indie em si começou por volta dos anos 90, porém, podemos realmente ver como algo estabilizado na cultura musical em anos mais recentes.

É novo, é bom, é hipster e vale pena.

Como todo estilo indie, há uma gama de artistas e sons diferentes dentro da mesma nomenclatura. Exemplificando: Alt+J (FOLKTRONIKA) e Vance Joy (Indie-Folk), os dois estão no folk experimental, mas são ramificações com sons totalmente destoantes entre si.

Então, vamos lá, apresentar pra vocês os personagens dessa edição, bons de escutar e diferentões.

AVID DANCER (Jacob Summers)

Primeiro single lançado em meados de 2014, ex-fuzileiro americano e (isso se destaca muito quando vamos atrás de conhecer o rapaz) cristão fundamentalista. Seu primeiro contato com a música foi como baterista, inclusive ganhando menções honrosas. Sua música é extremamente baseada na percussão e ritmo devido seu processo criativo se dá exatamente na bateria. O primeiro EP e primeira música que tive contato (e particularmente, apaixonei-me): Stop Playing with my Heart

A impressão que tive – foi basicamente, vish, é um Tame Impala cantado pelo Erlend Oye, uma mistura de indie-folk com surf-pop e em algum lugar escondido encontramos um psych-rock. Com um vocal retrô e melódico, a música é um romance agridoce, com uma letra simples, porém bem posta, produção minimalista. Um “revival” de sons advindos dos anos 60.

(Caso pesquisem com mais afinco, poderão ver que ele é um artista bem diverso em suas composições e melodias, mas as músicas dele só estão no SoundCloud. Acredito que existam 3 no Spotifty, apenas).

DAN SULTAN

Começo já dizendo, ele é australiano. Eles, nos últimos anos, estão dominando o indie-folk de uma maneira, que dá pra fazer uma playlist de dias só com música boa de folk.

Dan Sultan volta para o folk mais clássico (folk raiz, rs). A música que postarei, particularmente, é a mais “safadinha” dele, mais baladinha. No geral, seus vocais e melodias costumam enveredar mais para um folk sem firulas. O mesmo descreveu esta música como “uma faixa bem sombria, porém é uma música de amor”.

É uma música breve, não atingindo todo o potencial que esperamos, entretanto ele consegue desenvolver uma harmonia boa, sem sobrecarregar de tecnicalidades desnecessárias. Há um lado extremamente positivo. Possui um vocal de qualidade, alcance de notas e qualidade assertiva.

HUDSON TAYLOR

Nosso terceiro e último personagem de hoje é o Hudson Taylor. Esse aqui é um dos meus favoritos, passei dias escutando em um loop eterno. O duo irlandês, formado por irmãos, teve seu primeiro EP, Battles, lançado no fim de 2012. Os dois possuem uma capacidade de expressão do passional inegável, que é transparente em sua música. É notável, quase todas são inspiradoras, com uma sensação de resolução. ¨Indie Folk Up-Beat¨, digo em relação a melodia e harmonia, pois as letras já são o outro extremo, transformando em uma dicotomia de sentimentos.

Apesar de serem por muitas vezes repetitivos em sua harmonia, sem muitas variações, são bem talentosos e o vocal tem uma força representativa que consegue desviar a atenção do instrumental, o que envereda para o que consideramos o objetivo principal do folk: a mensagem da música.

Como fiquei na duvida do que apresentar para vocês, está aqui o primeiro EP e a música que ficou em loop por bem um ano na minha cabeça.

Battles:

Care:


Hanna Pinheiro, DJ desde 2010 das grandes festas de rock de Fortaleza, destaque das noites da cidade com várias referências nos sons nacionais e também uma pesquisadora de musicas novas. Já foi DJ residente do Orbita Bar e DJ da Festa Fliperama. Atualmente tem residência no Berlinda Club.

  • Estou amando essas colunas musicais! Música sempre foi meu ponto cego cultural. E que ritmos gostinhos tem esse folk experimental. Curti demais!

  • Mackenzie Melo

    É muito bom ouvir coisas novas e boas. Também estou adorando as colunas musicais do Iradex.