Sepultura Endurance | Resenha

Muitos jovens criam bandas de rock com os amigos para curtir e fazer barulho, certo?

Porém tocar Heavy Metal em inglês no Brasil mirando o exterior numa era pré-internet? Poucos.

O Sepultura fez isso desde o seu início e o documentário exibido nos cinemas essa semana mostra essa jornada, desde Minas Gerais para o mundo. Explicando como a banda virou uma marca seguida por fãs em diversos continentes e respeitada pelos grandes nomes da cena Metal, que deixam claro a admiração em seus depoimentos.

A produção do filme acompanhou os bastidores das gravações e turnês dos últimos álbuns, registrando momentos de tensão e conquistas. Bem como apresentando imagens de arquivo inéditas do surgimento nos anos 80 e popularização durante os anos 90.

header_post

O longa mostra a polêmica saída do vocalista Max no auge pós disco Roots e a resistência que Derrick Green sofreu ao o substituir; as trocas de bateristas nos últimos anos; a vida na estrada e longe da família; as influências da música brasileira e parcerias inusitadas.

Tudo abordado com sinceridade pelo líder Andreas Kisser e companheiros, pois os irmãos Cavalera se recusaram a participar e relatarem suas versões dos fatos. #muitatretavixe

Intercalando potentes apresentações ao vivo com conversas entre os atuais integrantes, podemos entender o papel de cada um, a criatividade e o profissionalismo que os guiam. Aspectos tão importantes quanto o som que fazem em cima no palco há 30 anos.

Se o som da banda soa como a trilha para o Apocalipse como diz Scott Ian, guitarrista do Anthrax, então que aumentemos o som e batemos cabeça quando o momento chegar.


Bruno Garcia ouviu Sepultura de longe no Rock In Rio 2011, mas pretende chegar perto do palco e sair com ouvindo zunindo após o show da banda no evento deste ano.