Iradex Podcast 120: O Céu de Suely / Aquarius

Estávamos devendo, então tá aqui um I.P. indicando o cinema nacional.
Dois filmes, duas protagonistas, dois diretores, dois estados, uma única região. O Nordeste nos veste, por isso duas obras que falam tanto sobre nós, brasileiros.

Vem com a gente!

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Participaram desse podcast: Gabriel Franklin, Kaio Anderson e Igor Vieira.


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Jardim dos Famintos - Últimos dias para contribuir!

Jardim dos Famintos é uma obra sobre trajetórias pessoais em meio a um cenário desolador. Uma fantasia obscura na qual o medo, a desesperança e a amoralidade pairam em cada página. Mas, apesar das desventuras, a mensagem que fica para o leitor é de que a união e a força de vontade são forças transformadoras até mesmo nas situações mais adversas.

Se você gostou e quer penetrar ainda mais nessa dark fantasy, acesse o link www.catarse.me/jardimdosfamintos e apoie o projeto. Os valores vão de R$18 a R$126 e as recompensas exclusivas são fantásticas.

Jardim dos Famintos

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  • Adah Conti

    Excelente podcast, obrigado por ter participado. Todos os filmes citados, inclusive nos bonus, assisti no cinema e valeu muito a pena. Vou rever o Céu de Suely, até pelo entusiasmo do Igor pelo filme. Lembro que gostei mas não me chamou tanto a atenção na época. Agora, com um conhecimento maior do Ceará, através dos olhos e sentimentos de vocês, vou revisitar.
    Abril Despedaçado, dica do Rudi é ótimo!!!
    Agora vamos falar sobre Aquarius…
    Diferente do badalado “Que horas ela volta”, que achei um bom filme mas supervalorizado pela critica, Aquarius pra mim é um filme espetacular. Se fosse feito num contexto gringo, americano, ingles ou até mesmo francês, viraria um clássico com certeza. Como é Brazuca e ainda foi lançado numa época conturbada onde até cor de jujuba vira discussão partidária, vai ser menos visto do que deveria. Que bom que Iradex recomendou!!!
    Não acho um filme perfeito, agumas cenas achei arrastadas demais (mesmo com a boa cinematografia, pareceu um pouco de “narcisismo” do diretor; alguns personagens um pouco estereotipados e por incrivel que pareça, discordo da maioria e não achei a atuação da Sônia Braga essas maravilhas. Apesar de se expor corajosamente, acho que o filme cresceria com uma atriz mais sutil. Mas sei que sou voto vencido rsrsrs (meu alento é que uma atriz que conheço, teve a mesma opinião, então posso não estar delirando). Mas isso são detalhes que de forma alguma desmerecem o filme. Os acertos são inúmeros e otimamente discutidos no podcast.
    Kaio falou tudo quando disse que o filme discute inúmeras questões que podem ser discutidas e aprofundadas. Aquarius é um daqueles filmes que você leva com você. Corrupção e relações entre políticos e empreiteiras, motivações, abismo social, superação de uma doença grave, relações familiares,solidão, amizade, pertencimento de locais valorizados no espaço urbano, etc…
    Agora, no meu entendimento, a questão central do filme é o envelhecimento da personagem e sua luta para manter sua identidade que está atrelada emocionalmente ao apartamento e seus objetos. Não vejo certo ou errado no “apego” ou “desapego” apenas como seres humanos podem lidar com isso de maneira diferente. Clara, personalidade que certamente será reconhecida por muitos, necessita destes objetos físicos para que sua força (humana, psicológica, espiritual, mental, como queiram) seja preservada. A musica em si não precisa necessariamente dos objetos para existir, ser apreciada ou sentida ( particularmente para onde a tecnologia nos leva) mas a relação que a personagem tem com a musica e a evocação de tudo que ela traz (memoria, sentimento) passa pelo ritual do tocar os LPs, tirar o disco de vinil, colocar na eletrola (minha mãe usava esse termo acho que cabe aqui). Eu lembro como ouvia um disco pela primeira vez lendo as letras no encarte que vinha dentro. Ela tem esses rituais com praticamente todos os objetos que a cercam e que ela possui. Porque podemos possuir um objeto, e isso pode nos parecer que possuímos aquilo a que ele nos remete. Perder o objeto é perder a historia. As memorias da juventude, a família, os mortos, o amor, a superação, a segurança, tudo para Clara está atrelado ao apartamento e seus objetos. Ela considera aquilo natural e uma virtude e vai lutar até o fim por isso. Nem vou entrar na discussão sobre a preservação de um prédio antigo ou a construção de um novo, porque esse tópico para mim nem é tão bem abordado no filme, que o faz de forma superficial, apesar de claramente tomando o partido,colocando os empresários como os vilões (os únicos que não tem tons de cinza são esses), são as forças do mal. Um morador de São Paulo ou Nova Iorque iria estranhar essa abordagem. Já alguém de um cidade européia teria uma visão totalmente diferente. Como todo problema complexo, não tem soluções fáceis.
    Voltando a Clara, apesar de ser totalmente diferente na minha relação com objetos, não porque eu não os valorize pelo significado, mas porque eu acho que isso é uma fraqueza (no sentido mais literal) amplificada mil vezes nas ultimas décadas e que talvez revertida pelo mundo cada vez mais virtual. Quais serão nossas novas âncoras à vida?
    Ufa. Agradeço a quem chegou até aqui e espero outras opiniões.

  • Felipe Lopes

    Tinha esquecido de vir aqui e comentar, perdão! rs
    Então, Vi ” O Céu de Suely” depois da indicação de vcs, e chorei muito.
    Infelizmente a historia dela é muito parecida com da minha avó por parte de mãe. Que era de Olho D’agua( Atual Rafael Arruda), Cidadezinha nos arredores de Sobral.
    Minha avó, infelizmente teve que se “leiloar” muito mais vezes do que a Suely para manter minha mãe, até que não aguentando mais essa vida, deixou minhã mãe ainda bebê com a Bisavó( pois os avós não a queriam) e fui tentar a vida no “sul” do Brasil.
    Minhã mãe nunca pode reencontrar a sua mãe. Ela tinha a viajem marcada para “conhece-la”, porem minha avó morreu poucos meses antes da viajem.

    Tenho uma vontade de documentar essa e outras histórias que minha mãe passou. Mas lembrar sempre doi, e acabo desanimando.
    Quem sabe um dia. rs

    Obg por mais esse podcast.