Até o último homem | resenha

"Por Favor, Senhor. Me ajude a salvar mais um. Me ajude a salvar mais um..."

Baseado numa história real, o diretor Mel Gibson (Coração Valente) nos traz em Até o Último Homem um filme que conta sobre Desmond Thomas Doss (Andrew Garfield - O Espetacular Homem Aranha), um rapaz muito gentil e seguidor da religião cristã, que é criado por uma mãe muito devota (Rachel Griffths - Ela dança. Eu danço) e um pai bêbado (Hugo Weaving - Matriz) ex-combatente militar que serviu na Grande Guerra, e vive numa cidade do interior na Virgínia.

Poster Até o último homemQuando atinge a idade, Doss decide se alistar no exército americano para atuar como médico de combate na Segunda Guerra Mundial. 

O que o destaca dos demais é que ele se recusa a segurar uma arma e matar pessoas. 

Doss alega que o único motivo pelo qual se alistou no exército foi o de salvar vidas e não tirá-las.

Considerado como Opositor Consciente, acusado de traição à Corte Marcial, e desmoralizado por seus companheiros de guerra, Doss encontra dificuldades ainda no campo de treinamento militar, onde é comandado pelos Sargento Howell (Vince Vaughn - De Repente Pai) e Capitão Glover (Sam Worthington - Avatar).

Felizmente, obstinado a cumprir seu destino, e convicto de que Deus o está ajudando, Doss consegue ingressar no seu regimento, o que nos leva até Okinawa, que fica junto a um complexo de mais de 160 ilhas ao sul do Japão.

O diretor Mel Gibson consegue retratar o que foi considerada a maior e mais sangrenta batalha da história.

Com uma fotografia completamente destoante das que se vê nos dois primeiros atos, no início do terceiro ato o filme adquire um aspecto gritante de terror, quando os soldados são expostos a todo horror e caos que se segue pelo que parece ser uma eternidade.

Doss, confiante de que Deus está ao seu lado, consegue sozinho e desarmado, salvar e resgatar a vida de 75 soldados feridos no campo de batalha.

Com estréia prevista nos cinemas brasileiros para 26/01/2017 ,o longa traz também no elenco Teresa Palmer (Meu Namorado é um Zumbi),  Luke Bracey (O Melhor de Mim), Ryan Corr (Promessas de Guerra) e . O roteiro é da dupla Andrew Knight (Promessas de Guerra) e Robert Schenkkan (O Americano Tranquilo).

Se você gosta de filme de guerra, é quase impossível não ser atingido pela história do nosso herói que não se corrompeu e manteve seus ideais de não violência até o fim.

Curiosidades

Lloyd GodFrey, supervisor assistente de efeitos especiais, explica que um explosivo dentro de uma caixa de papelão, posicionada acima do solo, com explosivos e detritos macios, permitiu que atores e dublês ficassem a apenas 60 cm da explosão.

“O uso deste tipo de Box Bomb cria efeitos muito seguros. Podemos fazer sequências e efeitos que, normalmente, iriam requerer muita computação gráfica”.

Assista ao vídeo sobre os efeitos especiais.

 

Avaliação

Assistimos o filme a convite da Diammond Films